segunda-feira, novembro 22, 2004

E pode?

E quem precisa de Prozac quando tem amigos como os que eu tenho?

A vida ganha todo o sentido quando você escuta frases assim:

"Não, eu não estou sentindo frio. E ultimamente reparei que tenho boiado com mais facilidade."

"Nossa, tem tanta gente morrendo ultimamente, né? Gente que nunca tinha morrido antes."

"– A única música do Djavan de que eu gosto é 'Saigon'.
– Mas 'Saigon' não é do Djavan!
– Então, eu não gosto de nenhuma!"

"Eu não mandei o banco me dar dinheiro. Se não era para gastar, por que me deu?"

"Descobri recentemente o poder curativo de um bom papo com uma samambaia."

"Eu entrei na farmácia, pedi vaselina, o moço disse que não tinha. Aí, eu pedi um lubrificante qualquer e ele me vendeu vários tubos de KY. Como é que eu ia saber que não dá para passar KY no pé?"

"Tia, eu gosto dos seus beijos, mas o problema é que você ama muito... dá para me amar menos?"

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É tão triste quando você descobre o valor exato das coisas que tem...

Há tempos estou acalentando a idéia de trocar meu celular, que é um mastodonte. Pois é, um dia, estava eu esborrachando meu nariz na vitrine da loja de celulares, na companhia doce e querida da minha mana Bíola. De repente, ela me chamou: "Brícia, este não é o teu celular?". Sim, era. A plaquinha ao lado indicava o preço: R$1,00. Não, eu não digitei errado. Um real. O novo, né, porque o meu deve valer uns R$0,50. Vi um asterisco e fui ler a observação, ainda com uma vã esperança de que estivesse escrito: "Isso é uma pegadinha!!!". Mas estava escrito: "Para todos os planos".

Celular para mim é só para ligar e para atender. Tanto que o meu "dino" não tem joguinhos, não baixa nada de lugar nenhum (além do meu dinheiro do banco, é claro!), não entende comando de voz, é P&B... mas ver que eu possuo um objeto valendo cem vezes menos do que me custou há dois anos dói...

Por isso resolvi acelerar o meu projeto de aquisição de um celulítico novo. Como uma coisa puxa outra, descobri que tinha direito a um bônus. Por causa da minha fidelidade à empresa (distração às vezes recompensa, tá vendo?). Resultado: está me olhando agora um celular novinho, que tira fotos, faz download, obedece quando eu falo e enche meus olhos de cor e de beleza.

Tenho certeza de que vou me separar dele antes de aprender todas as suas manhas. Mas relacionamentos são assim. Já estou, por exemplo, com saudades do meu "dino".

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